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sábado, 5 de novembro de 2011

Mudanças.

Muitas mudanças ocorreram na minha vida desde a última vez que aqui estive. Umas boas, outras más. Mas, o mais importante, é sempre fazer algo, seja bom ou mau, pois é assim que crescemos e aprendemos a ser pessoas melhores.

Começando pela mudança mais óbvia (não, não me refiro à mudança de tempo, isso não é preciso relembrar), desde o dia 30 de Outubro que já estou na minha casa nova! Pois é, tudo se resolveu. Acabei por ir viver com uma rapariga com quem já fiz Erasmus, a A., e outra amiga dela. Adoro a nossa nova casa. E ao contrário da anterior em que estava, nesta sinto-me completamente à vontade e sinto-a como sendo minha; toda a casa, e não só o quarto. Tem sido uma aventura, porque não temos móveis, não tinhamos água e luz até à 3 dias atrás e continuamos sem gás. E sem internet, daí a minha ausência.

Outra mudança, não tão boa, foi o facto de ter começado a fumar. Nunca gostei de tabaco, mas caí no erro de experimentar tabaco de mentol. Apaixonei-me. Todas as pessoas que me conhecem sabem que eu amo mentol. E pronto. Por enquanto, gosto de pensar que quando fumo é porque me apetece fazê-lo e não por ter necessidade (se bem que agora que pus isto por escrito me parece ir dar tudo ao mesmo, mas não há-de ser nada).

Em relação ao dilema amoroso que referi neste post, finalmente me decidi. Pus a hipótese de ter uma relação com o Caracol de lado, por agora, e optei por lutar pelo meu ex. Verdade seja dita, continuo estupidamente apaixonado por ele, e a minha cena com o Caracol é puramente platónica.

Ontem, muito a medo, lá mandei mensagem ao meu ex. E depois o que se seguiu não pode ser considerado conversa, porque ele limitava-se a enviar-me monossílabos e ao final de cinco fartou-se e cagou em mim. Mas pensam que vou desistir? Claro que não. Se já o conquistei uma vez, a segunda deve ser mais fácil... ou não.

Wish me luck!

sábado, 22 de outubro de 2011

Passado.

Ultimamente, tenho vindo a ser confrontado com várias situações e decisões que tomei no meu passado e estão a afectar as minhas opções de escolha agora no presente e, consequentemente, afetarão o meu futuro.

Há um ano e meio atrás conheci um rapaz através da internet (o qual será apelidado de Caracol por aqui) com quem me dava lindamente. Eramos perfeitos um para o outro, excepto o facto de ele viver no Algarve e eu em Lisboa. Já para não mencionar que eu ia passar um ano fora em Manchester e nem sequer tencionava voltar. Muito a custo, decidimos afastar-nos e cada um seguir com a sua vida. Recentemente, voltamos a falar e... A química ainda lá está. O problema da distância mantém-se, mas a esse juntaram-se outros.

Como é óbvio, em tão longo espaço de tempo, ambos crescemos, mudámos, tivemos pessoas que entraram nas nossas vidas. Eu tive um namorado, ele também. Eu acabei com o meu namorado porque, mais uma vez, ia fazer Erasmus e não tencionava voltar. Contra todos os meus planos, eu voltei... E um ano mais tarde, ainda estou apaixonado pelo meu ex-namorado. Que entretanto também teve um namorado com quem acabou há uns dois meses e agora não me fala, por estar chateado comigo. Mas eu sei que ele ainda gosta de mim. Ah, e o Caracol também gosta do ex-namorado com quem acabou há dois meses.

Resultado, enfiei-me numa espécie de triângulo amoroso e não sei que hei-de fazer. Lutar pelo meu ex-namorado imaturo e mimado que vive na mesma cidade que eu, ou por aquele rapaz bondoso e adulto que ainda hoje me faz sentir nas nuveus quando falo com ele?

Love sucks.

domingo, 16 de outubro de 2011

Medos.

Não, não vou falar do novo filme Contágio (embora esteja a morrer de curiosidade para o ver, mas estou sem tempo e companhia!), mas sim de alguns medos que me têm vindo a assolar ultimamente. Já há algum tempo que não cá vinha, devido a um medo recente. Um medo causado pela minha própria estupidez e descuido.

Como sabem, tive de alterar o link do meu blog, pois um dos meus colegas de recepção apanhou-o no histórico do computador e leu o que não devia. Visto que quando não estou a trabalhar estou a dormir ou nalguma festa, torna-se complicado vir aqui actualizar o blog, a não ser quando estou a trabalhar, que é o caso, neste momento. E chegamos ao meu primeiro medo.

Foi-me dito há dois dias atrás, por uma das minhas colegas, que quando o tal (vamos chamá-lo de Otário.) deu de caras com o meu link, enviou por e-mail para toda a gente. Isto é grave, porque se algum dia o post (que já não existe) for parar às mãos erradas sou despedido. E não me convém. Mesmo nada.

E como se não bastasse, vou ter 10 exames durante as próximas 4 semanas, sendo um deles em menos de 24h. Sendo que ainda não tive oportunidade de estudar porque tenho passado os dias a trabalhar, adivinho um resultado brilhante, amanhã de manhã. E assim apresento-vos o meu segundo medo.

Para terminar, o meu terceiro medo. Ainda não arranjei um quarto e até ao final do mês tenho de sair daquele em que estou.

Wake me up when 2011 ends, please.

sábado, 8 de outubro de 2011

Responsabilidades.

Quando nos dizem que quanto mais crescemos mais responsabilidades temos, não nos estão a mentir. O problema é quando temos responsabilidades das quais nem nos apercebemos, e só nos damos conta delas quando já fizemos algo de errado. É que isto de sair de casa dos meus pais, ter emprego e reclamar a minha independência tem imensa piada, mas estou a começar a aperceber-me que talvez não seja o mar de rosas que eu idealizava desde os 16 anos.

Sair de casa foi uma decisão minha. Não tinha de o fazer, necessariamente. É mais cómodo, sim, uma vez que estudo e trabalho em Lisboa e estava a perder imenso tempo em transportes todos os dias para ir e vir do Montijo. No entanto, não comecei o curso à 2 dias, já lá vão três anos, e sempre me ajustei a este sistema. O que mudou? Erasmus. Erasmus mudou-me. Para sempre.

Reparem, depois de viver um ano noutro país, completamente independente, quem gostava de voltar para casa dos pais e viver sob as suas regras? Ninguém que eu conheça! E eu não sou excepção. Já para não falar que tenho a mania que sou rebelde...

É claro que isto traz os seus problemas. Tendo sido minha a decisão de sair de casa, é minha a responsabilidade de assegurar um emprego que me permita pagar a casa, as contas, saidas, transportes e tudo o resto. Porque se fosse para sair de casa e continuar a ser sustentado pelos meus pais, não só estaria a ser hipócrita, como estaria a contradizer aquilo que tanto apregoo, que é a necessidade de ter independência total.

Eu não disse que seria interessante relatar a minha transição de adolescente para jovem adulto? E ainda agora comecei...