sábado, 8 de outubro de 2011

Responsabilidades.

Quando nos dizem que quanto mais crescemos mais responsabilidades temos, não nos estão a mentir. O problema é quando temos responsabilidades das quais nem nos apercebemos, e só nos damos conta delas quando já fizemos algo de errado. É que isto de sair de casa dos meus pais, ter emprego e reclamar a minha independência tem imensa piada, mas estou a começar a aperceber-me que talvez não seja o mar de rosas que eu idealizava desde os 16 anos.

Sair de casa foi uma decisão minha. Não tinha de o fazer, necessariamente. É mais cómodo, sim, uma vez que estudo e trabalho em Lisboa e estava a perder imenso tempo em transportes todos os dias para ir e vir do Montijo. No entanto, não comecei o curso à 2 dias, já lá vão três anos, e sempre me ajustei a este sistema. O que mudou? Erasmus. Erasmus mudou-me. Para sempre.

Reparem, depois de viver um ano noutro país, completamente independente, quem gostava de voltar para casa dos pais e viver sob as suas regras? Ninguém que eu conheça! E eu não sou excepção. Já para não falar que tenho a mania que sou rebelde...

É claro que isto traz os seus problemas. Tendo sido minha a decisão de sair de casa, é minha a responsabilidade de assegurar um emprego que me permita pagar a casa, as contas, saidas, transportes e tudo o resto. Porque se fosse para sair de casa e continuar a ser sustentado pelos meus pais, não só estaria a ser hipócrita, como estaria a contradizer aquilo que tanto apregoo, que é a necessidade de ter independência total.

Eu não disse que seria interessante relatar a minha transição de adolescente para jovem adulto? E ainda agora comecei...

3 comentários:

  1. "Reparem, depois de viver um ano noutro país, completamente independente, quem gostava de voltar para casa dos pais e viver sob as suas regras?"

    Admito que, se eu me encontrasse nessas circunstâncias, não gostaria de regressar a casa dos meus progenitores. Mas se não tivesse possibilidade de evitar tal acontecimento, também não iria endividar-me para conseguir tal proeza nem dormir em casa de terceiros. Voltaria para o quarto que já fora meu e traçava um plano.
    Por isso, congratulo-te por conseguires manter-te auto-suficiente :D e espero que mantenhas essa condição durante o tempo que quiseres.

    ResponderEliminar
  2. Claro, eu também não estaria aqui, agora, se não conseguisse manter-me auto-suficiente sem me endividar. Aliás, agora que o mês está a chegar ao fim, descobri que faço uma melhor gestão do dinheiro que ganho do que daquele que me dão.

    Como diria a minha mãe "agora sabes o que custa a ganhar!" :)

    ResponderEliminar
  3. M, "relatar a minha transição de adolescente para jovem adulto", há quem fale alto para se ouvir. No caso escreves para te leres e lerem, sem juízos de valor ou dedos apontados. Penso que o fazes muito bem(escreves), por isso só pode e deve de ser assim, isso é crescer o intelecto.

    ResponderEliminar